Visual Studio 2008 em Oito Passos – Team System (parte II)

No artigo passado da série falei sobre as principais novidades do Visual Studio 2008 – que na verdade já não é tão novo assim, já que foi lançado dia 27/02.

Entre as novidades, destaquei o funcionamento do Team System, que ajuda a empresa a gerenciar todos os projetos. Hoje vou explicar um pouco melhor como funciona esse processo.

Um dos principais desafios de empresas que desenvolvem softwares é controlar todas as fases do projeto. Cada empresa possui uma forma diferente de tratar o fluxo, dependendo claro de seus clientes e objetivos. Quem trabalha com isso, provavelmente já ouviu falar de Capability Maturity Model Integration (CMMI).

CMMI, segundo a wikipedia:

“O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é um modelo de referência que contém práticas (Genéricas ou Específicas) necessárias à maturidade em disciplinas específicas (Systems Engineering (SE), Software Engineering (SE), Integrated Product and Process Development (IPPD), Supplier Sourcing (SS)). Desenvolvido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon, o CMMI é uma evolução do CMM e procura estabelecer um modelo único para o processo de melhoria corporativo, integrando diferentes modelos e disciplinas. “

Simplificando, são certificados de qualidade que podem variar do nível 1 ao 5, com métricas para avaliar os processos realizados durantes o desenvolvimento de um software. No Brasil, segundo dados de 2005, existem apenas 5 empresas com esse certificado. Entre elas, algumas empresinhas de fundo de quintal, como IBM, Stefanini e Tata Consultancy Services do Brasil.

Contudo, se uma empresa, por menor que seja, passar a adotar as práticas do Microsoft Solutions Framework e a utilizar o Team System como ferramenta de gerenciamento, ela começará a adotar as mesmas práticas de uma empresa com CMMI 3.

Claro que essa não é uma tarefa assim tão simples, principalmente pela cultura do “preciso disso pra ontem”, mas demonstra como o Team System pode ajudar na organização dos processos.

Mas como é feito esse controle?

Ok, sua empresa está começando um novo projeto.

O gerente de projetos tem então a missão de definir qual metodologia será utilizada. Feito isso, o projeto é registrado dentro do TFS, em algum servidor específico. O gerente de projetos então passa a bola para o gerente de infraestrutura, que fará o desenho da rede da empresa, especificando servidores e suas restrições de cada um. Terminado o desenho, esse também é armazenado no TFS.

O gerente de infra então toca a bola para o arquiteto de software, que definirá obviamente a arquitetura da aplicação, detalhando WebServices, banco de dados, client, etc, e como esses serão interligados. Tudo isso, mais uma vez, vai para dentro do TFS.

Agora, numa demonstração de um belíssimo teamwork, chega a hora do gerente de TI e o arquiteto se matarem sentarem juntos e iniciarem o desenho de implantação dentro do Visual Studio. O Visual Studio valida todo o projeto, apontando possíveis falhas e pedaços que ainda não se encaixaram. Depois de tudo arrumado, o Visual Studio gera toda a estrutura da solução e armazena os dados no TFS.

Terminada essa parte, a bola é cruzada para o gerente de projeto que especificará as tarefas, montando um cronograma e e dividindo as ações entre os desenvolvedores. Dentro do próprio Visual Studio, os developers recebem as tarefas.

Como já dito no artigo anterior sobre o Gerenciamento de alterações, os desenvolvedores antes de começar qualquer alteração, indicam qual tarefa estão realizando e em que horas foi iniciado. Assim, todas as mudanças ficam registradas no projeto detalhadamente. Um ótimo dedo-duro.

O gerenciamento de alterações permite não só o acompanhamento do andamento do projeto, mas também uma medição da produtividade individual de cada desenvolvedor, identificando seus principais skills e suas fraquezas, o que torna a divisão do trabalho mais fácil.

Agora, caso a metodologia definida no começo do projeto especifique que todos os desenvolvedores façam teste nos seus códigos antes de subí-los ao TFS, o Visual Studio sempre alertará o desenvolvedor que tentar burlar os processos. Caso o desenvolvedor insista em não seguir os passos, o VS 2008 envia um e-mail para o gerente acusando a falha no processo.

Tudo isso demonstra a eficiência do novo Team System no gerenciamento de processos e porque o Visual Studio vem ganhando mercado no desenvolvimento para plataforma Windows (lembrando que o VS não é multiplataforma).

Leia mais:

Site oficial do Visual Studio 2008
Medindo o sucesso com as fábricas de software e o Visual Studio Team System

Site do Team System

*Este artigo é um publieditorial

Visual Studio 2008 em Oito Passos – Team System (parte II)
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