Powerset é uma empresa sediada no Vale do Silício com projetos relacionados à busca pela web.
Você pode pensar “ai não, mais uma acando que vai virar o novo Google!”, mas a proposta do Powerset é realmente diferente e bacana. “Proposta” em negrito, já que quando uma idéia é boa, não necessariamente o serviço também é.
A promessa do Powerset, que vem virando hype desde o meio do ano passado, é tirar uma parte do mercado do Google com seu revolucionário sistema de busca que aplica conceitos da web semântica.
Qual é a inovação?
Por exemplo, os mecanismo como Google desconsideram certas palavras, como preposições: de, por, com, em, etc. Ou seja, pesquisar “jantar para família”, “jantar em família”, “jantar da família”, tem absolutamente o mesmo significado para os mecanismos de buscas utilizados hoje. Ele apenas utilizará as palavras jantar + família e realizará uma busca relevante de acordo com esses termos.
Com o Powerset, em teoria, você pode fazer perguntar específicas, que serão interpretadas de acordo com a linguagem natural do usuário, com as palavras sendo interpretadas dentro de um contexto. A idéia é de que palavras isoladas não significam absolutamente nada, mas com outros termos, sinônimos e estruturados em uma sentença, podem trazem a resposta exata e mais próxima da realidade.
Agora, depois de toda a teoria, vamos comparar.
Busca no Google para a frase “Who is Adam Smith?”
Busca no Powerset para a frase “Who is Adam Smith?”
Notam as abas “Politician”, “defender”, “foward”, “Kentucky politician” e “ice hockey”? Cada uma fala a respeito de um Adam Smith diferente, já trazendo uma descrição do camarada e uma foto.
Ok, essa foi fácil. Agora vamos forçar a barra um pouco mais.
Busca no Google para a frase “famous people who died in 2005”
Busca no Powerset para a frase “famous people who died in 2005”
Perceberam a enooorme diferença? O Powerset me trouxe exatamente o que eu queria saber. Batendo o olho eu já sei da lista de veteranos da primeira guerra que morreram em 2005, do Charles Martin, Martin Lings, etc.
Conclusões
O Powerset só indexa, até agora, artigos da Wikipedia. Ou seja, o desafio é trabalhar com uma grande quantidade de dados e manter a boa relevância.
Nessa fase inicial, o Powerset ainda me lembra um pouco o Mahalo, que refina sua busca utilizando pessoas que passam o dia filtrando os resultados. Até hoje o Mahalo não parece ter decolado.
Como avisei no começo, a idéia é ótima, o site já está no ar e mostrando na prática como se dá o conceito, mas os desenvolvedores ainda vão ter um bom trabalho antes do Powerset conseguir tomar mercado do Google.
Gostou? Então compare: Xuxa só para Baixinhos, Shrek, High School Musical, Mp3 Player iPod Shuffle

Dezenas ou centenas de sites já falaram sobre o Pangea Day, que ocorre no próximo dia 10 de Maio. O Pangea Day é o dia em que pessoas ao redor do globo se conectarão através do poder das imagens e filmes. Histórias contadas do mundo para o mundo, por pessoas comuns. Serão 4 horas de evento, em 180 países, milhares de lugares, milhões de pessoas vendo o mundo através dos olhos dos outros.
A iniciativa surgiu de uma idéia simples apresentada durante o TED, um encontro anual que acontece nos EUA sobre tecnologia, design e entretenimento. Nesse evento os participantes são desafiados a mostrarem seus projetos em 18 minutos. O vencedor ganha um prêmio de 100 mil dólares.
Em 2006, a cineasta egípcia Jehane Noujaim, apresentou seu desejo de fazer o “Pangea Day” e venceu.
Os 4 temas propostos para a edição 2008 do evento foram::
Filme uma boa ação.
Filme a melhor parte do dia.
Filme o que lhe faz sorrir.
Filme uma pessoa inspiradora.
Mas a idéia central é que sejam enviados vídeos que podem mudar o mundo. O Pangea Day é um dia para mudar o mundo, ou ao menos plantar uma semente. Pode parecer prepotência imaginar que um evento possa fazer isso, mas não é. Pode, no mínimo, mudar o mundo de algumas pessoas, numa visão um pouco metafísica da coisa.
Durante o dia 10 de Maio, 6 cidades no mundo, Cairo, Mumbai, Kigali, Londres, Los Angeles e Rio de Janeiro (com show de Gilberto Gil) serão palco de um grande evento onde apresentarão grandes artistas num grande show de abertura, completando a festa com os vídeos finalistas, escolhidos pelos próprios usuários.
Mais do que um mega show patrocinado pela Nokia, o PangeaDay, no que se trata de tecnologia, também mostrará toda a força da web moderna. Além dos “live shows”, o Pangea Day poderá ser acompanhado via Mobile Phone, Online (via streaming de video), e pela Televisão (no Brasil, no canal Multishow). O mundo inteiro poderá assistir ao evento esteja onde estiver, no Japão ou no Brasil, uma grande Pangea.
Gostou? Então compare: Playstation II, Jogos para PC, Bonecas Barbie, Bicicleta, Mini Veículo, Motorizado, Notebook Infantil
Ao que me lembro, hoje tenho perfis no Facebook, Orkut, MySpace, Linkedin, LastFM, Flickr, Twitter, Via6, Hi5 e por aí vai. Some isso a outros serviços como MSN, Gtalk, ICQ (ele está voltando!), Skype….
Deu pra imaginar o tamanho da bagunça, né? O rastro digital que deixamos é gigante e incontrolável. Ou não. Pelo menos é o que propõe sites como o MeAdiciona e o FriendFeed, que prometem organizar sua vida social na web.
MeAdiciona
Um site simples, com visual simples e uma proposta tão simples quanto: juntar em uma única página todos os seus links na web, para servir como um cartão de visitas virtual.
Na verdade, se você montasse uma página qualquer na web, poderia facilmente fazer o que o MeAdiciona faz. Daí era só pegar o link dessa página e colocar no seu cartão, por exemplo.
Não há nenhuma revolução na ferramenta, mas já que é para centralizar a informação, pelo menos aqui você pode buscar todas essas informações de outras pessoas, fazendo uma busca simples no site.
O MeAdiciona já permite que você coloque links seus para mais de 50 serviços, incluindo todas as redes acima escritas.
No começo montar o meu perfil lá foi uma mão na roda, para deixar o link no Orkut, na assinatura dos e-mails. Era um meio mais rápido e fácil de mostrar meus contatos. Coloquei lá todo tipo de informação. Hoje, no entanto, já penso em diminuir o volume de informações por lá, por conta de algumas pessoas indesejadas que vêm me adicionando no msn e afins. Portanto, é importante saber ponderar o que você quer ou não que seja visto por todos, já que o perfil é público.
FriendFeed
O FriendFeed chegou com pinta de revolução, mas vou contar um segredo pra vocês: não é.
Primeiro, foi criado por ex-executivos da Google, o que já seria suficiente para causar um alvoroço e ganhar o título de revolução, mesmo que fosse um novo clip de papel colorido.
Mas serviços iguais ao FriendFeed já fracassaram antes, como o brasileiro Wasabi.
É um agregador de redes sociais. Imagine todos os feeds de todas as redes sociais de seus contatos numa só página.
Por enquanto, os serviços que podem ser integrados são O Flickr, o Picasa, o SmugMug, Zoomr, o You Tube, Vimeo, o Twitter, Las.fm, iLike, Pandora, del.icio.us, StumbleUpon, furl, Ma.gnolia, Digg,Reddit, Google Reader, Gmail/Google Talk, Jaiku, Pownce, Amazon Wishlists, Netflix Queue, Yelp. Também é possível adicionar os feeds de seu blog.
Tinha tudo para ser uma grande bagunça, certo? Mas o FriendFeed até que é bem organizado e limpinho. Você só se perde porque o volume do conteúdo gerado por todos os seus contatos é muito grande.
Mas se é bom, é organizado, porque não vai pegar, Tonobohn?
Deixando de lado o histórico de outras ferramentas que já trilharam esse caminho, no Brasil, são raras as pessoas que usam outras redes que não Orkut. E o FriendFeed não é compatível com Orkut. Simples assim.
Quer saber mais? Veja matéria no Link, do Estadão, onde fui entrevistado
Gostou? Então compare: Notebook Toshiba Core duo, TV plasma LG, Aparelho VoIP, livros, dvd player
Acontece no próximo dia 12 de Abril, Sábado, a segunda edição do NewsCamp - a desconferência dos jornalistas 2.0 (veja os dados no fim do artigo).
O que é o NewsCamp?
“NewsCamp é uma desconferência entre jornalistas para abordar sobre temas relacionados à mídias sociais, jornalismo online, entre outras temáticas do mundo da Imprensa. O evento é gratuito e pode ser organizado por qualquer jornalista, em qualquer cidade. Para isso, basta nos enviar um email para divulgarmos a sua iniciativa e os resultados da desconferência com seu grupo de coleguinhas.”
Enquanto o NewsCamp não chega, faremos um pré-debate nos blogs, sugerindo temas para serem discutidos por lá.
Alguns temas foram propostos numa conversa prévia por e-mail:
- Blog corporativo: são viáveis pra quem? Agência, blogueiro ou consultoria?
- Jornalismo cidadão: cultura é o maior desafio a ser enfrentado, ou não? Qual nosso estágio atual?
- Gestão de redes sociais e jornalismo cidadão: coletivo deve ser gerenciado, como não criar hierarquia na rede?
- Projetos de mídias sociais: o desafio de gerenciar uma equipe sem capital. Como comprometer a equipe e estimular a participação voluntária?
- Convergência e complementariedade: qual é o caminho possível de parceria entre os grandes grupos de mídia e blogueiros ou sites pequenos? É possível fechar parceria com a imprensa ou somente com provedores de audiência como UOL, Terra e IG. Quem é o melhor provedor para o blogueiro/ou site pequeno dar as mãos?
Da minha parte, proponho a discussão:
- Jornalismo colaborativo: Questão de ferramenta ou de atitude?
Creio que o “jornalismo cidadão” que tanto se fala independe das ferramentas que um jornal ou portal adota, como redes sociais, wikis, blogs, etc. A colaboração é uma questão de atitude. Do que adianta abrir comentários nos artigos, se o jornalista que o escreveu nunca participa do debate? Creio que os jornalistas precisam entender que uma matéria não acaba no momento que você a publica. A partir do momento que ela está no ar, ela deve ganhar vida, ser discutida, debatida e divulgada. Será que estou enganado?
O que vocês acham? Respondam os comentários, vamos começar uma discussão por aqui, podendo abordar os outros temas acima também.
Para quem se interessou e quer participar do evento, seguem os dados:
NewsCamp - II Edição - a desconferência de Jornalistas 2.0
Onde: Gafanhoto - Av. Rebouças, 3181 - São Paulo - SP
Quando: 12 de abril - sabádo
Horário: 9h00 às 17h00
Inscrição: enviar email para aghanae@gmail.com ou evasques@gmail.com com a palavra “Newscamp” no assunto!
Mais detalhes
Site oficial do NewsCamp
Gostou? Então compare: Notebook Toshiba Core duo, TV plasma LG, Aparelho VoIP, livros, dvd player
Nessa última Sexta-Feira (28), a Microsoft realizou um segundo encontro com alguns bloggers, na sua sede em São Paulo, no World Trade Center, aquele do seriado “O aprendiz”.
Não estive presente no primeiro encontro (saiba como foi aqui), mas agradeço ao Fugita por ter me chamado dessa vez.

Vista do 31º andar do WTC. Nenhum avião à vista (Vista, WTC, pegou? Haha)
Foto gentilmente cedida pelo Cardoso (eu só não pedi ainda pra ele)
Como tivemos dois blogueiros de fora do Estado participando, Rodrigo Ghedin e Nick Ellis, a reunião foi transmitida através do Live meeting, que não tiveram a chance de provar os lanchinos e brigadeiros na mesa, nem de participar do happy hour
Presentes estavam eu, Fugita, Johnny Ken e Cardoso, além do pessoal da Microsoft, com a presença ilustre do Osvaldo Oliveira diretor de serviços online da Microsoft Brasil, que está na MS desde a era do PC-lascado.
O tema da conversa foi Services + Softwares, apesar deu ter ido até lá pensando que seria sobre SaaS (Software as a Service). Para quem não sabe o que é o que, ainda vou explicar.
Logo no começo o Galileu nos mostrou o vídeo do Keynote do Ray Ozzie, onde ele explica basicamente a estratégia da Microsoft em relação a software e serviços. Há hoje uma tendência mundial de migrar a maioria dos softwares para a web. Assim, a internet passa a ser a plataforma principal, e não o sistema operacional. Um ótimo exemplo recente dessa tendência é o novo Photohop Express, lançado pela Adobe que é nada mais que uma versão online do famoso programa de edição de imagens.
Contudo, o mesmo Photoshop Express é um bom exemplo para mostrar como essa tendência pode estar indo muito mais na “modinha” do “tudo-online” do que na real utilidade do serviço. Segundo várias críticas que pude ler, o Express é bem limitado, não possue muitas funções. Claro, via web não é? O que se esperava?
E é a partir daí que a Microsoft monta sua estratégia. Online o que precisa ser online e offline o que precisa ficar no seu desktop. Ao invés de ter a web como plataforma única (SaaS) e ter de convencê-lo de que essa é a melhor opção, porque não dar outra opção para o cliente escolher entre desktop e internet (software + service)?
Do ponto de vista estratégico, a visão é excelente. Até o Fugita, defensor daqueles que vivem nas nuvens (sacou, nuvens, web, vivem nas nuvens? Haha) deu o braço a torcer e fugiu da sua visão extremista (Fugita fugiu, entendeu de novo? Haha).
Depois do debate, demos uma volta para conhecer o local de trabalho do pessoal. Uma copa com poltronas, cadeiras transparentes de plástico, refrigerante grátis, um Xbox e um LCD de muitas polegadas, só pra começar. O lugar todo branco, bem clean e descontraído, desde os bonecos gigantes pendurados de baia em baia, até as bexigas espalhadas por todo lado.
Enfim, o encontro foi muito bacana e agradeço novamente o convite da Microsoft, que aliás, está dando de 10 a 0 em outras gigantes por aí no relacionamento com os blogueiros.

De pé: Jonny Ken, Cardoso, EU, Rui;
Agachados: Alexandre Fugita e Galileu.
Leia mais:
2º encontro Microsoft com bloggers
Encontro de Blogueiros com a Microsoft: Resultados
Gostou? Então compare: Playstation II, Jogos para PC, Bonecas Barbie, Bicicleta, Mini Veículo, Motorizado, Notebook Infantil







